A humildade do perdão é o (com)passo da verdadeira fé

Ângelo Rigon

Publicado em 14 de fevereiro de 2016 às 09h32 por Angelo Rigon Autor; Gabriel Esperidião Neto
Se formos fortes na fé, faremos ecoar o nome de Deus, Beneficente, o Clemente, Misericordiador, mas, se formos fracos, o nome de Alláh vai ecoar na eternidade para que, os verdadeiramente seus sejam na graça do Genna (paraíso na concepção humana).
Em sendo o ensino e o aprendizado sempre enigmáticos, em suas parábolas nota-se a grande necessidade de estudar com foco, força e fé.
Só assim veremos que Deus (em árabe = Alláh) e sua criação, o Sol, são uníssonos, pois que eu não preciso ver o sol para saber que ele existe. Assim você pode, e eu também, crermos puramente em Deus…sem menos…nem mais. Eu tinha 19 anos quando recebi convite de um estimado irmão, Ahmad Tariq, para assistir e participar da reunião de nossos irmãos Sulfies, que, numa linguagem mais simples, são muçulmanos espiritualizados.
Eu fui animado, mas temeroso e enfim chegamos e logo a reunião começou. Eles cantam a graça de acreditarem unicamente em Deus e elevam suas almas em estágios tão intensos que nos deixam perceber o quanto distante dos verdadeiros passos de Deus, estamos, ou ao menos eu estava. Coisa de uma hora de cânticos, e el-Sheiq mandou abrirem as portas da Sulfie e que todos os presentes se deitassem no chão de costas para o chão e para meu susto (ou provação) el-Sheiq apareceu na porta, montado num grande cavalo…mansamente ele desceu do cavalo e, o puxando pelo bridão, começou a caminhar, ele e o cavalo, como quem passeia, mas por cima de cada um…ninguém gemia de dor ou incomodo pelas pisaduras do cavalo…silêncio…eu já estava a tremer de medo, me esqueçi da tal fé…e o tal cavalo me pisou suave, eu segurei o grito e a expressão natural de dor.
Eu suei frio, engasguei, mas me mantive quieto…e el-Sheiq terminou o passeio e falou alto…”dentre os 99 presentes, existe apenas um que se machucou…”. Eu esperei uns 10 minutos e todos permaneciam deitados, silenciosos, daí eu me acusei.
Ninguém brigou comigo, mas me ensinaram a ver e a praticar a Fé! Não é a prova de fé uma pisadura de cavalo, mas a verdadeira fé se manifesta quando, das palavras de Deus, aprendemos o real significado do perdão. Porém para ventar a sagrada brisa dos Anjos do Eterno, faz-se necessário “o perdão próprio” Perdoar-se e buscar sempre a correção, mas que seja tão contundente, ai sim, como as patas de um cavalo. Quem se encontra buscando o próprio perdão tem maior proximidade com as bentas graças de Alláh, e pode, com alegria, perdoar aos que, em seu redor, fazem do erro uma maneira de vida….”erram em beneficio próprio e buscam culpados, apontando os dedos para outras pessoas”
Podemos ser prósperos se compartilharmos o dom do perdão, na plenitude de nossa submissão ao Deus Único!
Gabriel Esperidião Neto, Velho Gagá

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