Médico é alvo de operação que investiga fraude de R$ 80 milhões contra empresa de telefonia

Denúncia


Investigado compareceu ao 4° Distrito Policial de Curitiba para esclarecimentos
Por Felipe Ribeiro e Flávia Barros Portal Rádio Banda B em 13 de junho, 2018 as 18h44.
Médico de Curitiba prestou depoimento ao 4° Distrito Policial (Foto: Flávia Barros – Banda B)
Um médico do bairro Santa Cândida, em Curitiba, é um dos alvos de uma operação que investiga um esquema de fraude contra a empresa Telefônica Brasil. A investigação é realizada pela Polícia Civil de São Paulo, que cumpriu 12 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (13), em três estados do país. Estima-se que o prejuízo à empresa de telefonia chegue a R$ 80 milhões.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, os acusados, incluindo funcionários e ex-funcionários da Telefônica, empresas de fachada e da Associação Brasileira dos Empregados em Telecomunicações (Abet), simulavam a realização de serviços médicos e desviavam o valor pago. Em empresa de telefonia diz que as fraudes aconteceram entre 2008 e 2014.
Na capital paranaense, o médico compareceu ao 4° Distrito Policial, no bairro Boa Vista. O delegado Gutemberg Ribeiro explicou que a investigação é toda do 96º Distrito Policial de São Paulo, mas o médico foi ouvido aqui em Curitiba. “Com o pedido, as equipes vieram até aqui e ouviram o depoimento do médico. Nosso trabalho, como equipe da Polícia Civil do Paraná, foi a de auxílio para encontrá-lo”, explicou.
Investigação
Agentes do 96º Distrito Policial iniciaram as investigações após a Telefônica receber denúncias indicando as fraudes. Após cerca de quatro meses de investigação, as ordens judiciais foram expedidas e executadas simultaneamente nas cidades de São Paulo, Santo André, Campinas, Curitiba e Rio de Janeiro.
Segundo o delegado titular do 96º DP, Anderson Pires Giampaoli, o esquema envolvia médicos e profissionais da área de telecomunicações, como ex-funcionários de uma empresa de telefonia e de uma associação de telecomunicações. Ainda de acordo com o delegado, os acusados, oito pessoas físicas e quatro jurídicas, constituíam uma organização criminosa destinada exclusivamente à simulação de prestação de serviços médicos à referida empresa. “A partir do pagamento destes serviços, que sequer existiram, o dinheiro era desviado”, detalhou.
Durante as investigações, foi solicitada a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos suspeitos. Ao longo da atividade de campo, cerca de R$ 150 mil, em moedas nacionais e estrangeiras, foram apreendidos.
Notas
Em nota, a Telefônica Brasil S.A. informou que já havia requerido a abertura de inquérito policial para apurar responsabilidade criminal de ex-colaboradores, no período de 2008 a 2014, acerca de prejuízos sofridos pela empresa em razão de valores pagos à título de despesas médicas dos seus empregados por intermédio do plano de saúde à época (Plamtel/Abet). “A empresa foi vítima nesse processo e tem plena confiança no trabalho das autoridades”, informou a empresa.
A Abet informou em nota que também passou a colaborar na investigação. “Com a posse de Novo Conselho da Abet, em maio de 2017, a Associação passou a colaborar com a Telefônica quanto à verificação e análise de informações e documentos relacionados ao convênio existente entre as duas entidades. Em paralelo com a abertura de inquérito policial pela Telefônica, a Abet fez denúncia junto ao Ministério Público também para apurar responsabilidade criminal de ex-dirigentes e ex-colaboradores da Associação e da empresa sobre prejuízos sofridos em razão de valores pagos a título de despesas médica por meio do plano de saúde da época (Plamtel/ABET). A Abet reafirma seu compromisso com a transparência e tem se colocado à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos. A Abet também foi vítima neste processo e deposita total confiança no emprenho e no trabalho das autoridades”, disse a associação.

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