PÉSSIMO EXEMPLO!!! Professor da rede estadual do PARANÁ tira licença médica e aparece na Rússia vendo a Copa

Denúncia


Secretaria de Educação confirma o atestado médico, mas garante que as informações de saúde são sigilosas.
Por Elizangela Jubanski Portal Rádio Banda B em 18 de junho, 2018 as 12h51.
Fotos postadas pelo amigo do professor, em um grupo público. Foto: Reprodução Facebook
Ninguém fala sobre outra coisa na Escola Estadual Alcyone Moraes De Castro Vellozo, na Cidade Industrial de Curitiba. Alunos e o corpo docente estão assombrados com a descoberta de que o professor de História – afastado para tratamento médico – está na Rússia para acompanhar os jogos da Copa do Mundo 2018. Norberto Pilon é professor da rede pública de ensino há 22 anos e foi afastado por dois meses por que pediu licença médica. A Secretaria de Educação do Estado confirma o atestado médico do professor, mas garante que as informações de saúde são sigilosas.
Os comentários na escola começaram a surgir na semana anterior ao início da Copa do Mundo, quando alunos vislumbraram por meio das redes sociais que o professor de História estava viajando para a Rússia, no último dia 9. Um aluno matriculado pelo Ensino de Jovens e Adultos (EJA) disse à Banda B que todos estão comentando sobre a viagem do professor, em pleno ano letivo.
“Acho injusto porque o pessoal está lá, mesmo com Copa, estudando, trabalhando o dia todo, correndo atrás das coisas, tendo aula, e o professor pega um atestado para ir para a Copa. Mesmo com Copa, ele tinha que cumprir o horário dele, não é justo até com outros professores e ele lá tranquilão pelo Facebook”, disse o aluno, que pediu para não ser identificado com medo de represália.
Na página pessoal do professor afastado não há fotos postadas por ele na Rússia. O diário de bordo das fotos acontece em um grupo público criado por um amigo do professor, que faz as marcações das fotos. “Ele não posta nada, só o amigo marcando ele. Depois que a gente viu que ele estava lá, fomos perguntar para o diretor e todos disseram que ele estava de atestado, mas ninguém disse a doença”, finalizou o aluno.
Em um grupo de alunos criado por meio do WhatsApp, os alunos questionaram a postura do professor. “Isso é ser desonesto. Como que ele fala em corrupção para a gente na sala de aula?”, diz um dos estudantes.
Resposta
Para repórteres, a Secretaria de Educação do Estado confirmou que o servidor público está de licença médica e que pode fazer o que quiser durante esse afastamento. “O professor está em licença médica entre os dias 4/05 e 02/07 e as questões médicas são sigilosas, não podendo ser informadas as razões do afastamento. De acordo com a lei 6174/70 (estatuto do servidor público), o funcionário pode fazer o que quiser no período de licença, com exceção de exercer atividade remuneratória”, finaliza a nota da assessoria de comunicação do Estado do Paraná.

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