Saúde

Morte de macaco causa preocupação no interior do Paraná

Segundo o secretário, a princípio, macroscopicamente, não há alteração de febre amarela na morte do macaco
Por Catve.com em 14 de Fevereiro, 2018 as 13h20.

(Foto: Catve.com)

O secretário de Saúde de Cascavel, Rubens Griep conversou com a equipe do portal CATVE.COM, na noite desta segunda-feira (13), com relação à morte do macaco encontrado no Lago Municipal de Cascavel, no domingo (11). Segundo o secretário, a princípio, macroscopicamente, não há presença do vírus de febre amarela no macaco.

Apesa disso, o município precisa seguir os protocolos de saúde e encaminhou amostras de tecidos do animal para o Lacen (Laboratório Central do Paraná), pra que sejam feitas análises minuciosas no animal. O resultado deve ficar pronto até o fim desta semana.

Rubens destaca que a morte do primata significa um alerta para a população, mas que ele não é transmissor da febre amarela. Os órgãos de Saúde estão atentos, porque os macacos são mais vulneráveis que seres-humanos, por isto precisam serem cumpridos os protocolos de saúde e prevenção.

No dia em que o macaco foi encontrado, médicos-veterinários do Município foram até o Lago, recolheram o corpo e fizeram exames de necropsia. Além disso, foi feita uma varredura no parque, para verificar se não haviam outros macacos mortos, mas nenhum outro animal da mesma espécie foi encontrado.

Entretanto, como medida de segurança, a Secretaria de Saúde encaminhou orientações para as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), mantendo o alerta com relação aos sintomas de febre amarela em pacientes.

VACINAÇÃO

Se os pacientes apresentarem estes sintomas, eles devem procurar as unidades de saúde de Cascavel, com o cartão de vacinas em mãos. Caso estes pacientes não tiverem a carteira de vacina e não se lembrem se tomaram ou não a vacina contra a febre amarela, a orientação é que os pacientes procurem as unidades que já tomaram a vacina, por exemplo:

Se o paciente A se vacinou durante um bom tempo na unidade de saúde do Bairro São Cristóvão e depois se mudou para o Bairro Periolo, ele deve retornar para a unidade do Bairro São Cristóvão. Isto, só se o paciente A não tiver a carteira de vacinação. Ele deve procurar esta unidade, porque no São Cristóvão há os registros de vacina. É claro que isto não descarta o uso da carteirinha, tendo em vista que é um documento necessário de todos os moradores.

Após um levantamento feito pelo município, 96 a 97% da população está imunizada. Os que tiverem dúvidas precisam procurar as unidades de saúde. As crianças de até nove meses recebem dose única.

Mesmo que a morte do macaco não seja confirmada pelo Lacen, a população precisa ficar em alerta com o mosquito Aedes aegypti, que é o único transmissor.

Segundo o Hospital Albert Einsten, os sintomas são:

Dores locais: costas, no abdômen ou nos músculos;
No corpo: calafrios, fadiga, febre, mal-estar ou perda de apetite;
No aparelho gastrointestinal: náusea ou vômito;
Também é comum: delírio, dor de cabeça, pele e olhos amarelados ou sangramento.