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Às vésperas da eleição, ação da Lava Jato reabre demagogia em torno do pedágio (Blog Caixa Zero)

Se o vencimento dos atuais contratos do pedágio em 2021 já traria o assunto para o centro das eleições no Paraná, a entrada da Lava Jato na polêmica antecipou as coisas. No mesmo dia da deflagração da Operação Integração, na quinta-feira passada (22), o senador Roberto Requião (PMDB) ressuscitou o slogan “Baixa ou Acaba” de campanhas passadas e aproveitou para atacar o governador Beto Richa (PSDB).

Nesta terça-feira (27), foi a vez de outro pré-candidato ao governo do estado, o deputado Ratinho Jr. (PSC), surfar no tema. Comandante da bancada PSD-PSC na Assembleia Legislativa, que reúne 14 parlamentares, ele anunciou a apresentação de três requerimentos.

Preso por suspeitas no pedágio, diretor do DER é ligado a Richa desde a prefeitura

O principal deles é direcionado ao Executivo estadual, pedindo a extinção do contrato com a Econorte e a nulidade dos aumentos sucessivos na tarifa. A concessionária, que administra três praças de pedágio na divisa com São Paulo – incluindo o mais caro do estado, a R$ 22 −, foi o alvo da Lava Jato na semana passada por supostos desvios de pelo menos R$ 63 milhões, apontados pelo MPF e pela PF.

Ao Tribunal de Contas do Estado, Ratinho e companhia pediram a realização de uma auditoria nos contratos e aditivos da Econorte bem como a atualização das planilhas de obras e preços das tarifas. Por fim, à Agepar, que, em tese, é responsável por fiscalizar as concessões públicas no Paraná, foi solicitada uma análise técnica das planilhas de obras e de evolução no preço das tarifas.

A jogada de Ratinho é evidentemente política, já que as chances de o governo Richa – sempre defensor do diálogo com as concessionárias – romper o contrato com a Econorte é quase zero. Em sabatina à Gazeta do Povo neste mês, o parlamentar havia dito que “esse tema tem que ser técnico e não político” e defendeu uma nova licitação em 2021.