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Por dinheiro, filho deixa corpo do pai sobre a cama por 5 meses

Filho não foi encontrado pela polícia e pode responder por ocultação de cadáver.
Por Elizangela Jubanski e Antônio Nascimento em 20 de Abril, 2018 as 07h57.

Idoso morava na casa dos fundos do terreno. Foto: Colaboração/Banda B

A desconfiança de familiares levou um dos netos de Shigefu Takahara, 93 anos, até a casa do idoso para tentar ver e conversar com o avô, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. Havia algo de errado. O filho de Takahara, cuidador dele, não deixava que os outros irmãos e netos o visitassem, alegando cansaço, doença e saídas rápidas de casa. O neto, de 25 anos, descobriu, na noite desta quinta-feira (19), que – na verdade – o avô estava morto há cinco meses. O próprio filho escondia a morte da família, enquanto o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) continuava a ser pago ao idoso. Essa é a principal linha de investigação da polícia para a ocultação da morte de Takahara.

A casa do idoso e do filho cuidador fica nos fundos de um terreno, na rua Colombo, Jardim Walma. No começo do mês, uma das netas, de 12 anos, levou um prato de comida até a entrada da casa e foi surpreendida pelo tio, dizendo que ele mesmo entregaria porque o pai estava doente. A garota contou aos familiares e o filho disse que ninguém iria ver o idoso, mesmo diante de uma suposta doença. O comportamento dele levou suspeitas.

Na quinta-feira passada, outro neto, de 25 anos, ligou para o tio dizendo que faria uma visita. Para evitar encontrá-lo e já sem desculpas, o homem fugiu e trancou a casa. Familiares passaram a crer que o idoso estivesse viajado com o filho. No entanto, na noite de ontem, o mesmo neto foi até a casa do avô, nos fundos, e passou a procurar a chave da porta de entrada.

Por volta das 21 horas, o neto conseguiu entrar na casa e foi para o quarto do idoso. Debaixo do lençol, ele encontrou o cadáver do avô. Ao lado do corpo, havia um ventilador para dissipar o cheiro do corpo em decomposição.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e o tenente Ronaldo disse à Banda B que o filho não foi localizado pelos policiais. “O neto que chamou, até agora o filho não foi encontrado. De fato, ele estava morto há bastante tempo, a criminalística constatou que ele estava morto, há pelo menos, cinco meses”, finalizou.

A família confirmou que o filho cuidador fazia o recebimento da aposentadoria do pai e que jamais imaginou que o homem estivesse morto. A princípio, a perícia confirmou que Takahara teve morte natural. No entanto, o filho pode responder por ocultação de cadáver.