Justiça

Ontem na AL, apenas o Deputado Anibelli Neto falou dos desdobramentos da “Operação Quadro Negro” [destaque da Folha de Londrina]

Por Mariana Franco Ramos

Curitiba – Na sessão de ontem da AL (Assembleia Legislativa) do Paraná, os deputados evitaram falar sobre os desdobramentos da Operação Quadro Negro, que investiga desvios em obras de escolas estaduais. Ao contrário do que costumam fazer quando escândalos envolvendo os governos federal ou estadual vêm à tona, os parlamentares focaram seus discursos em outros temas. Apenas o líder da oposição, Anibelli Neto (PMDB), mencionou, da tribuna, a proposta de colaboração premiada do ex-diretor-geral da Seed (Secretaria de Estado da Educação) Maurício Fanini.

“Quem deve ter vergonha é quem votou nele [Beto Richa, do PSDB] para governador. Eu nunca votei. Mas a gente acredita e espera que a Justiça possa, o mais rápido possível, elucidar todas as provas, e que o povo paranaense possa efetivamente saber se existe culpa ou se é invenção de alguém”, afirmou. À FOLHA, o também oposicionista Requião Filho (PMDB) ponderou que se trata de um rascunho da delação, porém, um “rascunho pesado”. “Traz informações que corroboram com tudo o que disse o dono da Valor. (…) É verossímil. Eu tendo a acreditar que, mais dia ou menos dia, esse pessoal vai ter que responder à Justiça”.

O líder do governo Beto na AL, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), chamou as declarações de “infâmia”. “Foi ele [o ex-governador] que denunciou que havia irregularidades, porque recebeu uma denúncia da construção de um muro no Colégio Amâncio Moro [em Curitiba]. Ele iniciou o processo de investigação”. Para o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), o que estão fazendo contra pessoas públicas é “um crime”. “Já contratei advogado para propor ações criminais contra os dois pilantras e malandros que estão fazendo esse tipo de acusação”. (Mariana Franco Ramos/Reportagem Local)

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