Juiz fecha aeroporto para impedir possível resgate de líderes do PCC

Plantão Policial

Juiz corregedor da P2 de Presidente Venceslau, onde está a cúpula da facção, determinou que a prefeitura colocasse bloqueios na pista do aeroporto

Aeroporto de Presidente Venceslau foi interditado

Aeroporto de Presidente Venceslau foi interditado

Reprodução/Google Street View/10.10.2018

O juiz corregedor da Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, Gabriel Medeiros, determinou, nesta quarta-feira (10), o fechamento temporário por 20 dias do aeroporto do município por temer um possível regaste de presos que integram a cúpula da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

Entre os presos da P2 de Presidente Venceslau está Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pela polícia e Ministério Público como o chefe número um da facção criminosa.

“Recebi informações acerca de possível movimentação arquitetada por conhecida facção criminosa cujos líderes encontram-se recolhido na penitenciária [de Presidente Venceslau]”, disse Medeiros, na decisão.

O juiz determinou que o município tomasse “providências necessárias para o isolamento físico da pista de referido aeroporto, de sorte a impedir pouso ou decolagens de aeronaves, com a colocação de barreiras físicas espalhadas para tal finalidade”.

Juiz disse temer resgate de presos do PCC

Juiz disse temer resgate de presos do PCC

Reprodução/TJ-SP

Em nota, a Prefeitura de Presidente Venceslau confirmou a solicitação judicial e disse que fechou o aeroporto municipal.

O presídio, conhecido por concentrar os presos apontados como principais lideranças do PCC, tem capacidade para 1280 pessoas e recebe uma população carcerária de 811 detentos, todos em regime fechado, de acordo com informações da SAP-SP (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo) atualizadas em 5 de outubro.

Em contato telefônico, a administração da P2 de Presidente Bernardes disse que a movimentação no presídio está normalizada, sem nenhuma indicação de motim.

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